Toshi wa Yume
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[Zero no tsukaima] Heiress Cap02

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1 [Zero no tsukaima] Heiress Cap02 em Sex Maio 13, 2011 12:09 pm

Shiroyuki

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Morador Ancião
Capítulo 2 – Declaração

Emilie acordou assim que os primeiros raios da manhã tocaram seu rosto. Havia demorado a pegar no sono, e quando conseguiu, um sonho ruim afastou de uma vez todas as chances de ter uma noite tranquila.

Levantou-se da cama e dirigiu-se até a delicada penteadeira que ficava em seu quarto. Ao mirar o reflexo no espelho, assustou-se. Sua face estava inchada e vermelha por causa do choro e uma espessa faixa escura emoldurava seus olhos, que eram de um bonito e vívido azul, mas agora pareciam apagados e sem vida. Lavou seu rosto na água da bacia, que as criadas sempre deixavam ali pela manhã, esperando que fizesse com que seu aspecto melhorasse, mas tudo o que conseguiu foi ficar mais vermelha e molhada. Desistiu da aparência, vestindo apenas um vestido simples, branco, na altura dos joelhos. Alguém a repreenderia por aparecer nestes trajes logo de manhã, ainda mais agora que estava noiva, mas ela não se importava em aparentar qualquer animação em ser cortejada.

Deslocou-se lentamente até o local onde estava sendo servido o café da manhã. Devon e seus pais já a esperavam, mesmo sendo tão cedo. Sua mãe parecia nervosa e irritada com algo. Emilie sentou ao lado de seu pai na mesa redonda, ignorando o gesto de seu noivo para que ficasse ao seu lado.

—Bem, como eu dizia – disse Saito, entre um gole de café e outro – eu irei me juntar ao Esquadrão de Busca amanhã mesmo. Creio que será de grande ajuda se o Zero for utilizado.

—Desculpe-me, mas Sua Majestade refere-se às Vestes do Dragão? – Devon mostrou-se admirado, e também um pouco convencido. Provavelmente pensava que a Lendária Armadura do Dragão seria confiada a ele.

—Exatamente – Saito pareceu bastante presunçoso ao saber que suas histórias teriam chegado a um país distante como a Lusitânia – irei checá-lo hoje mesmo, e assim que amanhecer, partirei com ele para iniciar as buscas.

— Eu irei também – Louise levantou-se num salto e bateu as mãos com força na mesa, fazendo os objetos ao seu redor saltarem. Saito sorriu. Ela parecia novamente com aquela garota que ele conheceu ao chegar nesse mundo. Não se surpreenderia se ela o mandasse lavar calcinhas nesse instante (ele o faria com prazer). Louise corou ao perceber o que havia feito, e mais ainda quando notou os olhares indiscretos de seu marido. Pediu licença e saiu da sala a passos largos, seguida por Saito.

Emilie já estava saindo também, quando seu pulso foi segurado. Tremeu de raiva e nojo ao sentir esse toque, mas Devon decifrou isso como um estímulo para continuar. Ele a girou para que ficasse de frente para ele, mas ela não queria encará-lo e olhou para o lado, e ele novamente a interpretou errado. Puxou a mão de Emilie para si, e colocou um embrulho de tecido rubro entre seus dedos. A garota olhou para a bolsinha com curiosidade, não conseguindo se conter.

—Irei ficar fora algum tempo, minha querida, então deixo esse pequeno símbolo de meu imenso amor por você. Quando eu retornar, creio que nosso amor terá aumentado, não é mesmo? Espero ansiosamente pelo nosso reencontro, apesar de ainda não termos nos separado de fato, pois meu coração sangra imensamente apenas com a remota ideia de estarmos afastados - disse sorrindo galanteador.

Emilie não respondeu, tentando reprimir a vontade de xingá-lo, por ser um maldito principezinho duas caras, (ainda não havia esquecido a noite anterior) apenas virou-se e saiu da sala. Andou pelos corredores de pedra, pisando duro e suspirando de raiva. Queria falar com sua mãe, já que ela parecia perturbada, mas antes que chegasse a qualquer lugar ouviu vozes vindas de uma das salas comuns do castelo, a menor delas, e parou para escutar.

—... e eu não vou deixar você ir sozinho procurar por ela! - ouviu a voz irritada e aguda de sua mãe.

—Poderia ser que a Grande Majestade de Tristain esteja com ciúmes de um reles animal de estimação? – provocou Saito.

Emilie sorriu. Gostava de ver seus pais interagindo. Nunca entendeu o porquê os dois brigavam tanto, mas sempre achou muito engraçado ouvir as discussões, que na maioria das vezes acabavam com explosões e partes do castelo destruídas. Mesmo com esses desentendimentos ocasionais, se alguém passasse pela porta do quarto do casal durante a noite, poderia ouvir Saito pedindo desculpas, que
Louise sempre aceitava. Nunca passaram mais de um dia separados. Emilie lembrou-se então das declarações de amor que havia recebido á pouco de seu noivo. Aquilo a deixou enojada. Não gostava de estar perto de Devon, e escutar aquelas palavras não fizeram seu coração palpitar, ou suas mãos suarem, como sempre sonhou que aconteceria. Suspirou. Como poderia se casar com alguém que lhe dava náuseas?

Perdida em pensamentos, Emilie alarmou-se ao ouvir a familiar explosão.

—Cachorro Idiota! – Louise berrou.

—Me desculpe – Saito a abraçou, ignorando o perigo da varinha apontada para sua cabeça – Nunca tive a intenção de deixá-la sozinha em Tristain, minha Mestra! É claro que você irá comigo. Nunca me separarei de você... Eu a amo!

—Verdade verdadeira? – a voz sufocada de Louise mal podia ser ouvida.

—Verdade verdadeira! – Saito respondeu sorrindo, e logo sua expressão mudou – Agora vem comigo! Nós temos que fazer as pazes!!!

Saito saiu correndo empolgado da sala, rebocando uma Louise muito corada, mas que não oferecia resistência. Os dois seguiram rumo ao quarto, sem nem perceber a presença de Emilie, ajoelhada ao lado da porta.

Ela sorria melancolicamente ao ver seus pais juntos.


Nunca vou ter algo assim, não é...?

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