Toshi wa Yume
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[Zero no Tsukaima] Heiress - Cap 01

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1 [Zero no Tsukaima] Heiress - Cap 01 em Seg Abr 25, 2011 12:14 pm

Shiroyuki

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Morador Ancião
Capítulo I – Prometida


O Sol poente tocava seus cabelos róseos, fazendo-os brilharem de forma agradavelmente vermelha. Em breve a noite chegaria e ela teria que sair dali agora se quisesse achar o caminho para o castelo.

Preparava-se para descer da árvore onde, nas últimas horas, ela andara lendo.

—Princesa! Princesa! – ouviu vozes masculinas a chamando. Sobressaltou ao ouvi-los e quase caiu do alto, mas se segurou a tempo, e empoleirou-se novamente no enorme galho em que estava, para que eles não a encontrassem. Sua mãe devia estar querendo lhe ver. Esperou os guardas passarem por ali, e desceu num pulo, silencioso com um gato, fazendo com que seu longo vestido flutuasse ao seu redor.

Ela provavelmente quer falar sobre aquela maldita escola de novo. Correu, sem o menor entusiasmo por entre as árvores, que pareciam sair do lugar para que ela passasse e depois pelo vasto campo que se seguia a floresta, até chegar ao enorme castelo em que residia. Deixou seu livro em uma das mesas que serviam de decoração no corredor em que passava e continuou rumo à sala do trono, onde provavelmente sua mãe estaria.

Tentou se recompor antes de adentrar na sala. Ao passar pela porta fez uma pequena reverência, que havia aprendido a fazer antes mesmo de saber falar ou andar.

—Queria me ver, mamãe? – perguntou, ainda ofegante devido a corrida.

—Na verdade sim... – ela usava um tom estranhamente pausado, quase como se estivesse querendo adiar a conversa – aproxime-se, Emilie.

Ela andou toda a extensão até sua mãe temendo o que estava por vir. A se aproximar o suficiente,
Emilie mirou os olhos de sua mãe, e se assustou ao perceber que estavam vermelhos e inchados. Ela andara chorando... Mas por quê?

—Me desculpe, querida – Louise disse, acariciando o rosto de sua filha com a ponta dos dedos.
Tentou perguntar o motivo do pedido de desculpas, mas foi interrompida pelo barulho da porta se abrindo.

Seu pai entrou, o semblante sério e os olhos, iguais aos seus, estavam preocupados. Seus cabelos escuros estavam desordenados como sempre, mas as marcas da idade começavam a aparecer bem leves. Seu rosto era adornado por um cavanhaque, que lembrava um pouco Ward, o prometido de Louise há muito tempo atrás, e o deixava com um ar brando e de liderança. Ele estava seguido de um homem que ela não conhecia. Ele era moreno e alto, e andava de maneira prepotente e confiante na sua direção. A chegar próximo o bastante, pegou sua mão direita entre as suas e a beijou, com entusiasmo desnecessário. O homem sorria, agora olhando para Saito, como se pedisse sua permissão. Ao obter sinal positivo, olhou para Emilie, e sem desviar o olhar, nem soltar sua mão ajoelhou-se, de forma quase teatral.

Ela tentou olhar para trás, buscando ajuda para sair de tal situação, mas antes que pudesse o fazer, ele começou a falar:

—Emilie Madeleine Françoise De La Baume Le Blanc De La Vallière Hiraga, eu, Devon Luis Dieudonné Bourbon de Versalhes, rezo para que aceite o pedido de sua mão em matrimônio. Espero que leve em conta proporcionar-me a honra de ter tão formosa criatura como minha companheira, por toda a vida.

Emilie sentiu o chão afundar sob seus pés, enquanto Devon colocava o anel em seu dedo anelar. Sabia que mais cedo ou mais tarde algo assim iria ocorrer, mas não estava preparada para isso.



-





Estava agora no quarto de seus pais deitada no colo de sua mãe, como sempre fazia quando tinha medo de dormir sozinha, quando tropeçava e caia ou quando outras crianças riam dela. Louise passava a mão nos longos e lisos cabelos da filha, desejando poder com esse toque aliviar as angústias que ela agora sentia.

—M-mãe... se eu for pra aquela escola que você queria que eu fosse... eu posso adiar tudo isso? – soluçou a garota. Sua mãe sempre insistiu que ela fosse estudar na Academia Tristain, mas ela não aceitou. Ela era mais como seu pai, e apesar de ter o sangue Valliére correndo em suas veias, não tinha nenhum tipo de magia, nem mesmo pra explodir coisas, como Louise.

—Infelizmente não... Seu pai e o rei de Lusitânia trataram disso há pouco tempo. Seu pai não teve muitas escolhas. Particularmente ele preferia não ter de fazer isso, mas segundo a Constituição, para assumir um trono um dia, você tem que estar casada.

—M-mas... e a Rainha Henrietta? Ela não era casada! – tentou argumentar.

—Foi exatamente por causa dela que o regimento foi modificado – Louise agora lutava contra as lágrimas. Tocar nesse assunto sempre a deixava deprimida, e depois da maternidade, ela se tornou muito mais emotiva do que costumava ser – O Conselho teme que algo do tipo volte a acontecer. O casamento é uma garantia de que você não vá fugir do seu dever... Eles sabem o quanto você pode ser impetuosa quando quer... Por favor, tente entender querida! Eu não queria isso para você...

—Eu entendo – Emilie disse, num tom que pretendia ser reconfortante, mas acabou parecendo mais um lamento.

Emilie saiu do quarto, querendo encontrar um lugar para pensar. Agora era noite, e ela não poderia ir até sua árvore, então sentou-se na beirada da enorme sacada principal, desejando intimamente que tudo não passasse de um sonho. Fechou os olhos, mas logo os abriu num sobressalto ao notar a aproximação de alguém. Era Devon, o seu (argh!) noivo... Ele era bonito, ela não podia negar. Era alto, e forte, tinha lindos olhos castanhos, e suas feições eram perfeitas... mas algo na personalidade dele a fazia sentir um tipo de aversão. Ele sentou-se ao seu lado, procurando segurar suas mãos, que ela teve o cuidado de manter bem seguras entre o tecido de seu vestido.

— Seu pai agora está lá em cima, com os capitães da minha guarda – ele começou a falar, olhando para o alto – Ele está organizando um esquadrão para a procura da Lady Henrietta de Tristain. Ela acredita que seu amado ainda está vivo. Que tola! É claro que Wales de Albion está morto! Sem citar o fato de ter uma mulher como soberana é algo inaceitável, obviamente que nunca daria certo!

Emilie suspirou, tentando se conter, e não falar tudo o que se passava na sua cabeça naquele momento.

Não era de bom tom uma princesa falar palavras desse nível. Com ele podia falar de maneira tão rude da Rainha Henrietta! Emilie já havia ouvido a história inúmeras vezes, pelos seus pais e admirava muito a coragem daquela mulher, na guerra, ela tomou a linha de frente da batalha, ao invés de se esconder atrás do exército como todas fazem, também a decisão dela, de se agarrar a uma última e diminuta esperança e correr atrás daquilo que a traria felicidade.

Devon tomou o suspiro de raiva de Emilie como de tristeza, então mudou de assunto rapidamente

—Seu pai! – ele falou, levemente agitado – é um homem honrado!

—Sim ele é – concordou a garota quase automaticamente. Ele continuou:

— É um bom rei, apesar de ser plebeu... Um plebeu como rei! E pior, era um animal de estimação! Algo assim nunca aconteceria em Lusitânia!

Emilie quase atacou o homem ao seu lado. Quase o fez engolir suas palavras. Quase. Apertou as mãos com força contra o vestido, para que elas não voassem na direção do rosto dele. Saiu dali a passos pesados e ruidosos, ignorando as perguntas que ele lhe dirigia.

Seguiu rumo ao seu quarto e desabou na enorme cama, as lágrimas de raiva escapando de seus olhos. Segurou com força o travesseiro na sua cabeça. Como queria poder socá-lo naquele momento!




-




O homem apeou e desceu do cavalo, o rosto coberto por um longo manto, onde havia uma insígnia que o identificava como membro da realeza. Fitou a cabana a sua frente com uma expressão enojada. A pequena construção pareceria graciosa a qualquer passante, mas ele era um príncipe, e qualquer coisa menor que um castelo era um mero barraco para ele. Ali morava uma feiticeira, especialista em poções, que poderia lhe dar aquilo que ele desejava. Aproximou-se decidido da cabana, era algo que precisava ser feito, e dali poucos minutos ele estaria no conforto de seu suntuoso castelo.

Abriu a porta sem nem mesmo bater antes. A figura a sua frente não pareceu surpresa. Era uma mulher, escondida sob uma longa capa negra, apenas seus olhos eram visíveis, num misterioso tom púrpuro.

Estava sentada em uma cadeira, acolchoada, e vermelha. Todas as paredes da pequena sala eram cobertas por estantes abarrotadas de livros. No seu colo repousava um gato negro, que estava totalmente alienado a tudo a sua volta. Ela passava as mãos nele, olhando diretamente para o homem na porta.

—O que o trás aqui, Sir Devon de Versalhes? – perguntou numa curiosidade obviamente falsa.

— Você sabe o que eu quero! Vamos! Me dê! - disse levantando a voz algumas oitavas.

— Como posso saber se não me diz? – disse sarcástica a mulher, levantando-se, deixando o gato em seu lugar na poltrona. Andou até ele baixando o capuz, revelando os longos cabelos cor da noite, e os olhos dourados com uma pupila em formato de fenda. Sua pele anormalmente branca brilhava fracamente a luz do fogo crepitando na lareira ao lado.

— Eu quero! Eu quero a Princesa Emilie de Tristain – disse ainda gritando.

— E o que posso fazer por você?

—A poção do Amor! Eu a quero! – sua voz se abrandou um pouco, tornando-se quase um murmúrio.

A feiticeira andou até a mesa onde estavam frascos de diferentes formatos e cores. Pegou um pequeno e redondo, com um líquido dourado e espesso, que lembrava o mel, e o entregou a Devon, que o escondeu sob a capa. Alcançou a ele também um espelho de mão, de prata, ornamentado com delicadas rosas em relevo.

— Dê a ela esse pequeno frasco, e o espelho. É melhor que ela beba todo o conteúdo, e quando mirar-se no espelho, tudo irá acontecer - ela explicou, deixando escapar um pequeno sorriso malicioso logo depois.

— Se alguém souber que estive aqui, e o que vim fazer – ele ameaçou a mulher, levantando-a pela gola da capa, fazendo seus pés balançarem a alguns centímetros do chão – é o seu fim, Feiticeira.
O gato que estava adormecido pulou imediatamente da cadeira, ficando entre o Príncipe e sua mestra. Ao se aproximar, transformou-se em uma enorme pantera negra, os olhos dourados brilhando intensamente. Devon soltou a mulher rapidamente, e recuou alguns passos, ao notar as presas da fera arreganhadas em sua direção. Saiu correndo do local, e logo depois os ruídos do cavalo trotando foram ouvidos ao longe.
A Pantera voltou a ser um pequeno gatinho, e pulou no colo da Feiticeira, se aninhando ali.

— Terá que me agradecer depois, Emilie Madeleine de Tristain – murmurou, sorrindo minimamente.

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2 Re: [Zero no Tsukaima] Heiress - Cap 01 em Sab Maio 07, 2011 1:11 pm

Eve

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Arquiteta/Tradutora
Esse não se focou tanto na Louise e no Saitou, mas a ideia de falar de uma filha dos dois foi ótima^^
Seria interessante se no anime eles tivessem uma filha... Queria ver no q ia dar, kkk (Achei a Emilie mto fofa^^)
Tb gostei da relação que fez com a rainha, Henrietta, sobre o casamento arranjado:D
E ainda a feiticeira tb ficou boa (quem é essa personagem? Nao me lembro dela... Vc q criou?)

(desculpa a demora pra comentar...)

E depois vo querer ler o cap 2

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3 Re: [Zero no Tsukaima] Heiress - Cap 01 em Sex Maio 13, 2011 11:48 am

Shiroyuki

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Morador Ancião
Sim, desde o ínicio eu já pensei em não focar anto neles, queria contar a história da Emilie mesmo...
Aaah, eu tbm adoraria ver uma coisa dessas, já pensou na Louise grávid a???
Waa! Que bom q gostou da Emilie! Te~hee
Aaah, foi uma coisa que veio na minha cabeça, meio de repete, acho que já devo ter visto algum filme com algo assim...
A feiticeira é original, não tem no anime n_n (nem o gatinho fofinho dela~)
Vou postar o segund capítulo agora, espero que goste~~

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4 Re: [Zero no Tsukaima] Heiress - Cap 01 em Sex Maio 13, 2011 1:32 pm

Eve

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Arquiteta/Tradutora
Agora fiquei com vontade de ver a Louise grávida
Tb gostei bastante dessa feiticeira

Vou ler assim q puder o cap 2

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